Luto

Peço desculpas ao meu fiel leitor,

mas estou de luto.

Luto pelo futebol, de doer.

Luto pela Holanda, doentia.

Luto pela Copa, de dar dó.

Faltam-me até palavras.

Não sei se calo ou se luto.

Optei, por ora, por me calar em meu luto.

Mas muito em breve, meu caro,

as palavras voltam,

o calar silencia

e eu volto e luto.

Muito em breve, meu caro,

as palavras voltam…

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Palpites furados

O blogueiro prefere não comentar seus últimos palpites. Verdadeiro vexame. Errei tudo o que podia. Por isso, talvez seja melhor o leitor nem dar bola para as minhas previsões finais da Copa do Mundo. Se bem que, como provei em post anterior, a Holanda parece destinada à glória com o Sobrenatural ao seu lado…

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A música e o futebol

Desde que a Laranja Mecânica eliminou o Brasil nessa Copa, o blogueiro que vos escreve imaginou uma final entre Espanha e Holanda entoando na cabeça, vez por outra, a velha música cantada por Milton Nascimento que começava com “Brigam Espanha e Holanda…”

Não é que essa final veio? A canção agora soa quase premonitória, apesar de composta em 1980, pelo próprio Milton e por Leila Diniz. Descobri apenas hoje seu título, bem curioso, por sinal: “Um cafuné na cabeça, malandro, eu quero até de macaco”. Eis a letra:

Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas
Que nele sabem voar
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda
Por que não sabem que o mar
Por que não sabem que o mar
Por que não sabem que o mar
É de quem sabe amar

E, por que não?, um link para um vídeo do próprio Milton Nascimento cantando a música:

http://www.youtube.com/watch?v=Zq6xBGnKpt0

Uma bela tabela entre a música e o futebol. Essas duas dádivas divinas.

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Curta (a Espanha)

Que me perdoe o mundo, mas não acho a Espanha isso tudo que dizem. Tem jogadores fabulosos do meio pra frente, sem dúvida. Um capitão valente e inspirador, fato. Um toque de bola envolvente como poucas vezes visto na história recente do futebol, é verdade. Mas falta à Fúria alguma coisa. Falta poder de decisão. Falta a capacidade de matar um jogo. Um time que fica com a bola tanto tempo e troca passes de maneira tão precisa tinha que ter mais chances claras de gol e tinha que marcar mais tentos. A equipe só fez sete gols em seis jogos nessa Copa. Venceu por 1 a 0 os três últimos confrontos (justamente na fase de mata-mata). Corre enorme risco de tornar-se a equipe campeã com o menor número de gols marcados em toda a história das Copas – o feito atualmente cabe à Seleção brasileira de 1994 (7 jogos), à Inglaterra de 1966 (6 jogos) e à Itália de 1938 (4 jogos), todas com 11 gols feitos. E ainda depende demais do faro de artilheiro de um único jogador: David Villa marcou cinco dos gols espanhóis no torneio.

Por essas e outras não creio que a Espanha será a campeã dessa Copa do Mundo. Seu futebol às vezes é de encher os olhos, mas falta à Fúria alguma coisa.

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Ida ao zoológico

Era a primeira vez do menino. A primeira vez que o garotinho iria ao zoológico. Seu pai prometera e ele esperara a semana inteira, contando os dias para a chegada do domingo. As horas se arrastaram, maldosas, fazendo hora pra passar. Na noite de sábado, o moleque custou a dormir de tanta ansiedade. Iria ver um tanto de bichos diferentes que ele só conhecia pela TV ou pelo computador. Jacaré, tucano, rinoceronte, gorila… E, claro, o maior de todos, o rei da selva: o leão.

O menino tinha fascínio pelo leão. Achava ele o animal mais ágil, mais forte, mais poderoso. Quando o pai o acordou na manhã de domingo com um beijo na testa, nem precisou falar o costumeiro “Vamos acordar, filhão!” O garoto já saltou da cama com a roupa de sair. Havia dormido com ela para perder menos tempo. Engoliu o café da manhã sem nem sentir o gosto, enquanto pai e mãe sorriam da euforia do filho. Arrumaram os últimos detalhes e o menino já estava na porta gritando que estavam atrasados. Saíram.

No caminho, a criança perguntou de minuto em minuto se já tinham chegado. Não, ainda não. Até que uma das respostas veio “Chegamos!” O moleque olhou pelo vidro, lente embaçada, e viu aquele tanto de árvores, um lago e algumas aves coloridas. O carro parou. Foi difícil conter o moleque que queria correr para todos os lados.

Passaram pelo aviário, com os pássaros mais exóticos que encheram os olhos do menino de fantasia. O pavão parece ter feito questão de abrir sua imponente cauda pro garoto, que chegou a achar que era um robô controlado por controle remoto. Não, aquela maravilha era natural.

Chegaram à casa dos répteis e as cobras fascinaram o menino, misto de temor e curiosidade. Gostou das tartarugas, ali paradas a apreciar o mundo, a ouvir o chão. Logo veio a ala dos macacos e o moleque se impressionou com o quanto eram parecidos com ele. Jurava ter visto um senhor igualzinho a um chipanzé.

Assim sucederam-se surpresas e sorrisos puros com as girafas (que pescoção!), os elefantes (ele não faz exercício físico, pai?), os camelos (o que é aquilo nas costas deles, mãe?) e os hipopótamos (com aquela boca ele deve comer um tantão!). Até que chegou a ala dos felinos. Algumas jaguatiricas numa jaula, uma onça descansando, até um tigre dando uma volta. Todos eles arrancaram suspiros do menino. Mas faltava um.

Eis que se abriu, imponente, o espaço do leão. À sua frente estava o grande e redondo fosso onde ficava o rei da floresta. O pai disse que havia um macho e uma fêmea. O menino correu como pôde e só parou na grade de proteção. Subia nas pontas dos pés para conseguir ver melhor. Olhou prum lado, olhou pro outro. Nada. Voltou a olhar, dessa vez de forma mais minuciosa, buscando detalhes, possíveis camuflagens, penumbras. Varreu todo o fosso e nada.

O pai e a mãe chegavam atrás, bufando. “Cadê o leão? Cadê o leão?” Os dois olharam e também nada viram. “Deve estar descansando na sua casinha ali”, apontou o pai para uma espécie de jaula de madeira dentro do fosso, escavada no meio de um morrinho. “Daqui a pouco ele sai, filho”, tranqüilizou-o a mãe.

E o menino esperou, olhos atentos. Passaram-se cinco minutos e ele resolveu dar a volta completa por fora do fosso, buscando outros ângulos de visão. Nada. Parou de novo, como um felino a esperar sua presa. O pai e a mãe torcendo pro leão aparecer. Mais cinco minutos. Dez. Quinze. Vinte. Nada. Os pais já ficavam sem paciência, mas o garoto aguardava resoluto.

Foi quando pintou um movimentar de juba na porta da tal jaula de madeira. O menino urrou de alegria, apontando “Ali! Ali! Ali!”. A mãe se sobressaltou, o pai sorriu. A cabeçorra imponente saiu primeiro. Depois veio o corpo musculoso. O leão, enfim, dava o ar da graça. Andou uns cinco ou seis metros na direção exata do menino, que mal piscava. Depois deitou preguiçoso e ficou estendido no chão, a tomar um pouco de sol.

O menino estava feliz de ver o leão, sem dúvida. Mas queria que ele fizesse mais. Que ele corresse, pulasse, rugisse, atacasse alguma coisa… Enfim, que ele fosse leão. Mas o bicho ficou lá, paradão. O tempo passou e o garoto foi ficando decepcionado. O pai explicou que era um animal em cativeiro, que recebia comida, não precisava caçar, tinha hábitos diferentes dos de um animal selvagem e por isso ficava mais quieto. Não adiantou. O menino deu as costas para o fosso e falou que queria ir embora. Foram.

O garoto nem comeu direito, estava triste. À noite, em sua cama, porém, ao deitar a cabecinha no travesseiro, sorriu. Tinha visto um leão ao vivo. Verdade que o bicho não tinha feito muita coisa, mas não deixava de ser um leão. Quem sabe da próxima vez? O sono foi embaçando seus pensamentos, mas o sorriso não largou o seu rosto. Vira um leão. Era um leão…

Por que essa história toda? Simples. Porque foi a melhor maneira que encontrei pra contar como foi a semifinal entre Alemanha e Espanha. Os alemães, tidos por muitos como o “leão da Copa”, geraram grande expectativa por seu futebol diferente, ofensivo, flexível. Mas, contra a Fúria, talvez sentindo a falta de Müller, a Alemanha mal apareceu em campo, com uma formação defensiva que foi muito exigida e pressionada pelos espanhóis.

A Espanha, por sua vez, jogou um futebol vistoso, mantendo a posse de bola, marcando por pressão em vários momentos e com ótimo toque de bola. Envolveu o adversário e boa parte da culpa da Alemanha ter se acuado é, na realidade, da postura espanhola. A Fúria conseguiu o famoso “jogar e não deixar jogar”, um mantra do futebol moderno.

Os espanhóis vão a uma final inédita. Aos germânicos, resta a disputa de terceiro lugar. Isso não faz com que deixem de ser leões, como sempre foram e sempre serão em Copas do Mundo. Mas, dessa vez, foram felinos domesticados. Quem foi ver o rugir alemão acabou vendo a juba esvoaçante do leão Puyol, capitão e símbolo dessa interessante Espanha.

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Cem. Mil. Sem.

Caros leitores,

O blogueiro se orgulha de informar que, na segunda-feira dia 5 de julho, o blog rompeu a marca de 100 visitas num único dia pela primeira vez em sua curta existência.

Na quarta-feira dia 7 de julho, o blog atravessou a barreira das 1000 visitas somadas em sua história de apenas 23 dias.

Ambos os números sinceramente surpreendem esse que aqui escreve quase despretensiosamente. Só tenho a agradecer aos leitores e visitantes pelo interesse e apoio.

Contudo, nos últimos dois dias, devido a uma série de compromissos do autor, o blog “O que nos toca” acabou ficando sem atualizações. Uma pena. Mas novos posts estão a caminho.

Aproveito para avisar que, mesmo após o fim da Copa do Mundo de 2010, esse blog continua existindo e o blogueiro reforça o convite para que os leitores continuem dando uma passada aqui.

Na semana que vem, por exemplo, farei textos especiais analisando alguns aspectos da Copa, do futebol e do torcer. Temas como vuvuzelas, Maradona, Larissa Riquelme, álbum de figurinhas, ídolos brasileiros, espetáculo esportivo e outros estarão presentes nesse espaço.

Quem viver, verá.

Marcos (10 de julho de 2010)

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O Sobrenatural de Orange

O leitor que acompanha o blog já conhece o Sobrenatural de Almeida (há um post dedicado a ele no link: http://oquenostoca.wordpress.com/2010/07/04/explicacoes-do-inexplicavel-o-sobrenatural-de-almeida/). Certamente o conhece também quem já se debruçou sobre Nelson Rodrigues. Mesmo os que nunca fizeram nem uma coisa nem outra já devem ter ouvido falar desse personagem mítico do futebol brasileiro.

Fato é que o Sobrenatural de Almeida tem poderes – desculpem a redundância – sobrenaturais e costuma interferir nos rumos das partidas de futebol, tirando gols em cima da linha, tapando a visão dos juízes ou colocando bolas improváveis nas redes. Após longo afastamento da entidade dos gramados, o blogueiro que vos escreve detectou a volta do Sobrenatural no corrente ano de 2010, aparentemente determinado a fazer sofrer os times que ousassem usar azul. Foi assim com Cruzeiro, Chelsea, França, Itália e Brasil.

Porém, o blogueiro, simpatizante da seleção holandesa desde criancinha, tem acompanhado com atenção a campanha do time europeu que chega a mais uma final de Copa do Mundo. E não pode deixar de chamar atenção para o fato de que, mesmo jogando acima da média e tendo jogadores de qualidade, a Holanda tem contado com uma sorte impressionante, o que não a desmerece, pelo contrário, apenas a credencia ainda mais para o título.

Foi assim na estréia contra a Dinamarca, com um gol contra impressionante e outro de um rebote preciso da trave, obras claras do Sobrenatural. O 2 a 0 não passou despercebido por esse blogueiro, que escreveu à época: “A Holanda já costuma ser um adversário temível mesmo com a sorte jogando contra. Se a sorte efetivamente estiver a favor da Laranja Mecânica, então, meus caros, é bom começar a rezar. Ou a apreciar. Bom proveito.

Em seguida, veio o Japão, que ainda por cima estava vestido de azul, uma cor não muito indicada para enfrentar qualquer time, muito menos a aparentemente agraciada seleção holandesa. E deu no que deu: um 1 a 0 magro fruto de um chute despretensioso de fora da área que o arqueiro japonês deixou passar por entre os dedos. Um sonoro frango, com a assinatura do nosso conhecido Almeida.

O último jogo foi contra Camarões, já eliminado. A vitória por 2 a 1 foi sofrida, veio quase aos 40 minutos do segundo tempo, com mais um gol em que a trave caprichosamente fez tabela com o ataque holandês, deixando livre Huntelaar para definir o placar. E a Laranja Mecânica ainda ousou jogar de branco e azul. Azul! Venceu mesmo assim, o que fez o blogueiro desconfiar que as tais longas férias do Sobrenatural de Almeida talvez tivessem sido no norte da Europa…

Chegaram as oitavas de final e o time que cruza com a Holanda é justamente um que veste… azul. A pobre Eslováquia até tentou enganar nossa entidade do além, entrando em campo com seu uniforme reserva, branco. Mas as vestes alvas eram salpicadas das cores do céu e a Holanda era a Holanda. O resultado de 2 a 1 era esperado, mas cabe destacar o segundo gol da Laranja Mecânica: uma saída de gol bizarra do ótimo arqueiro eslovaco resultou num lindo chapéu de Kuyt, que rolou para Sneijder, livre na grande área. O meia atacante chutou aparentemente errado, na direção do corpo do único zagueiro entre ele e a meta. A bola, porém, resolveu passar no pequeno vão entre as pernas do marcador, morrendo sutil no fundo das redes. Tenho a vaga lembrança de ter ouvido ressoar as gargalhadas do Sobrenatural de Almeida naquele momento.

Nas quartas de final, veio o Brasil e essa história eu já contei. Nossa Seleção resolveu brincar com a sorte, entrou em campo pela primeira vez na Copa de azul e o segundo tempo é prova cabal de que o Sobrenatural estava em plena forma: saída tosca de Júlio César da meta e gol contra de Felipe Melo (depois creditado a Sneijder); o sóbrio Juan jogando uma bola tranqüila inutilmente para escanteio, de onde saiu o segundo tento holandês, fruto de uma testada de alguém que nunca tinha feito um gol de cabeça sequer; expulsão ridícula e descontrole total.

Eis que chegaram as semifinais. O adversário não podia ser mais convidativo: o Uruguai, conhecido como “Celeste Olímpica” devido a sua camisa nas cores do céu e suas campanhas nos primeiros Jogos Olímpicos no início do século passado. Azul celeste?! Contra a Holanda?! Dizer o que?

Quando Van Bronckhorst acertou aquele petardo de quase 40 metros no ângulo do goleiro uruguaio, logo aos 17 minutos, com direito a um choque na trave antes de a bola ir para o fundo das redes, a única coisa que pude dizer foi que a Holanda não perderia aquele jogo nunca. Forlán ainda assustou com um gol de longe em falha clara do arqueiro laranja. Mas o Sobrenatural não deixaria barato tal ousadia.

No segundo tempo, Sneijder concluiu uma linda troca de passes da equipe holandesa com um chute fraco da entrada da área. No entanto, a bola desviou na zaga do Uruguai, passou sorrateira pelas pernas do impedido Van Persie e foi no cantinho da meta uruguaia. O goleiro Muslera, coitado, nada pode fazer a não ser olhar a Jabulani tocar mais uma vez na trave e entrar: 2 a 1. De nada adiantavam as reclamações de impedimento…

Três minutos depois, com o time sul-americano abalado, Kuyt avançou pela direita e cruzou para Robben, que cabeceou com estilo. Ele poderia colocar a bola em qualquer parte do gol, mas, pura ironia, a pelota bateu no pé da trave direita antes de encaminhar-se para seu destino final. Terceiro gol. Terceira bola que encontrava a trave na sua trajetória rumo às redes. O Uruguai ainda descontou no finzinho, deixando emocionantes os últimos instantes da partida, mas nada tiraria a Laranja Mecânica da final.

O Sobrenatural de Almeida não se agüentava de felicidade, com obra tão esmerada. Estava no seu ápice. Destroçara mais uma equipe de vestes azuis e ainda fizera a sua Holanda avançar até a grande final da Copa do Mundo de 2010. “Sua Holanda?” – o leitor pode perguntar. Sim, sua Holanda! Após o jogo contra o Brasil nas quartas de final, esse blogueiro acionou seus contatos na Europa e enviou espiões para as terras baixas entre a França e a Alemanha com instruções de verificar se o Sobrenatural de Almeida estivera lá.

As fontes do blogueiro foram unânimes. Cartomantes, ciganos, líderes religiosos e outros cidadãos holandeses afirmaram ter percebido a presença de uma entidade esquisita durante meses nos Países Baixos. A tal entidade falava uma língua estranha aos nativos que lembrava vagamente o latim. Além disso, foram associados a ela a movimentação sobrenatural de objetos esféricos, sobretudo bolas esportivas. O próprio Campeonato Holandês de futebol teve resultados surpreendentes: após 27 anos de domínio absoluto dos três grandes do país – Ajax, PSV e Feyenoord – em 2009 o campeão foi o AZ Alkmaar, que só tinha levantado a taça uma única vez na história. Para piorar, em 2010 foi a vez do FC Twente sagrar-se vitorioso e levantar um inédito troféu para a galeria do clube.

Esse que vos escreve recebeu ainda a informação de que o Sobrenatural de Almeida havia simpatizado sobremaneira com a história gloriosa da Dinastia de Orange, tão importante na trajetória política da Holanda e que inclusive é o motivo da cor usada pela seleção nacional do país: o laranja. As últimas mensagens dos informantes desse blogueiro dão conta de que o Sobrenatural saíra da Europa com passagem para sua terra natal, o Brasil, a caminho do continente africano, mais especificamente a África do Sul.

Em Johannesburgo, a nossa entidade de poderes maravilhosos adotou novo nome: Sobrenatural de Orange. Parece disposto a fazer, de alguma forma, uma justiça histórica, dando à Holanda seu primeiro título mundial, que já deveria ter vindo há muito tempo. Faltam apenas 90 minutos. Alguém duvida dessa Laranja Mecânica? Ainda mais se vierem os espanhóis, que provavelmente jogariam com seu uniforme reserva. Sua cor? Bem, azul. Escuro, mas azul…

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